A esmagadora maioria de nós, adultos de hoje, crescemos a duvidar das nossas capacidades, sentimos que não somos bons o suficiente em pelo menos uma área da nossa vida, muitas vezes até que não merecemos o amor dos que nos são mais próximos.
Com maior ou menor intensidade todos temos este tipo de crenças que afetam a nossa vida, as decisões que tomamos, a forma como vemos e interpretamos os outros, a vida no geral.
Assim como influencia a forma como lidamos com os nossos filhos e reagimos ao seu comportamento.
Estas crenças formam aquilo a que chamamos de “lentes” que distorcem a forma como nos vemos a nós mesmo e os outros
Entre outras constam:
– O perfecionismo – uma quase obsessão que exige um esforço gigantesco da nossa parte para fazer algo, com medo da crítica e/ou rejeição dos outros. Da mesma forma, o que os outros fazem nunca está bem o suficiente e, inconscientemente, acabamos por cobrar também demais dos nossos filhos
– A síndrome do impostor – provoca um elevadíssimo nível de auto cobrança para fazermos o que quer que seja, sentimos que não somos bons o suficiente e trabalhamos o dobro, levando-nos a um cansaço extremo e este faz com que tenhamos menos paciência para os nossos filhos
– O medo da mudança – que nos leva a ficar em situações menos boas por um medo extremo, muitas vezes mal avaliado, do que nos é desconhecido. Este medo também nos impede de darmos aos nossos filhos alguma da liberdade de que eles tanto precisam para errarem e aprenderem com os seus erros
– Não assumir a responsabilidade – culpamos o chefe, o marido, o governo, os filhos, pelo estado da nossa vida, por tudo aquilo que não está bem, por vezes até pelo nosso próprio comportamento e, quando não conseguimos assumir esta responsabilidade, não é estamos a impedir-nos de aprender a fazer diferente, como estamos a dar um mau exemplo aos nossos filhos
Agora perguntamos-te, aqui que ninguém nos ouve, será que te identificas com alguma delas?
Fica descansada, descansado porque todos temos as nossas lentes e até mais do que uma!
O mais importante é conseguirmos reconhecê-lo, porque esse é o primeiro passo para começarmos a mudar.
E é isto, gostávamos muito que partilhasses connosco a tua opinião, as tuas reflexões a este respeito!
Manda-nos um e-mail para geral@superpais.pt com alguma questão que gostasses de ter respondida – as tuas dúvidas são seguramente as mesmas que as de muitos outros pais.
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