Mito 1 da parentalidade – ser uma boa mãe é algo natural
Estudar parentalidade
Sim, eu também acreditava que ser mãe era uma coisa absolutamente natural, instintiva…
Sim, eu também estava enganada!
Por que razão é preciso fazer formações para tudo menos para sermos pais?
É preciso formação para se ser uma cozinheira de renome, uma excelente cabeleireira, ótima contabilista, esteticista, gestora, pintor…
Para conseguirmos um emprego precisamos entregar um currículo, passar por uma entrevista…
Será que educar um filho é menos importante?
Será que termos sobrevivido à nossa infância é, por si só, sinónimo de ter capacidade para sermos boas mães?
Quantas de nós vivem com medos, inseguranças, dúvidas?
Por que razão ficamos cheias de medo do que os outros podem pensar de nós, quando o nosso filho faz uma birra no meio da rua?
Quantas tememos não ser capazes de ajudar os nossos filhos a crescerem felizes, seguros, confiantes?
Eu reconheço-me “culpada”!
Culpada de ter medo de que a minha filha cresça sem confiança nela e nas suas capacidades. Medo do que lhe acontecerá se ela não aprender a lidar com a frustração…
Ser mãe de um rapaz tranquilo, responsável, não foi muito difícil, embora hoje reconheça inúmeros erros cometidos com a melhor das boas intenções.
Mas ninguém me disse que lidar com uma criança com a energia da minha Joana seria um tremendo dum desafio e eu sentia-me totalmente “às escuras”.
Se decidia ser mais rigorosa parecia que passava o tempo todo a ralhar com ela, a chamar-lhe a atenção por algo “errado”. Se lhe dava mais liberdade vinha o “esticar a corda”, o testar os limites…
Onde ficava o raio do equilíbrio?
Precisei de ler, de ouvir outras opiniões, não de quem achava que sabia, sem ter qualquer experiência da minha realidade, mas de quem entendia de educação, quem realmente tinha ferramentas para me ajudar.
Nem sempre é fácil ter a humildade de reconhecer que precisamos de ajuda, sentimos que “já devíamos” saber o que é melhor para os nossos filhos e tememos a opinião dos outros, mas, quando pomos o interesse deles como prioridade, quando pensamos no quanto eles vão ganhar (assim como a nossa sanidade mental!) torna-se mais simples, torna-se no caminho lógico.
E acabamos por descobrir que não estamos sós, que há muitas outras mães com as mesmas dificuldades!
Foi o que me aconteceu a mim e reconheço que me trouxe grande alívio 😉
O que achaste?
E tu, reconheces-te nos meus medos?
 
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Somos gratos por estares aí,
Sandra e Evandro

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