A importância da autoestima na maternidade
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A maternidade é uma viagem transformadora que engloba uma grande variedade de papéis e de responsabilidades.

À medida que as mães enfrentam os desafios e as alegrias de educar os filhos, o seu sentido de autoestima desempenha um papel crucial na definição das suas experiências e do seu bem-estar geral.

A autoestima, definida como a perceção do valor próprio e do seu valor, tem um impacto profundo na capacidade da mãe para cuidar, estabelecer ligações e prosperar no seu papel maternal.

Neste artigo exploramos o significado da autoestima na maternidade, aprofundando a sua influência no bem-estar materno, nas abordagens enquanto mães, na relação mãe-filho e nos desafios enfrentados pelas mães. Para além disso, deixamos também estratégias e práticas eficazes para construir e manter uma autoestima positiva, permitindo às mães abraçar as alegrias da maternidade e, ao mesmo tempo, dar prioridade ao seu próprio bem-estar.


1 – Introdução à importância da autoestima na maternidade
Ser mãe não é uma tarefa fácil. Requer força, paciência e uma fonte inesgotável de amor. Mas no meio do caos e das exigências da maternidade, é fundamental não descurar a autoestima, que é a forma como nos vemos a nós próprios e o nosso valor. Como mães, a nossa autoestima desempenha um papel essencial no nosso bem-estar geral e na nossa capacidade de enfrentar os altos e baixos da maternidade.
Quando a nossa autoestima é saudável, estamos mais bem equipadas para lidar com os desafios inerentes ao facto de sermos mães. Afeta a nossa saúde mental e física, as nossas relações e até os nossos estilos de educação.
Com uma autoestima positiva, temos mais probabilidades de dar prioridade aos cuidados pessoais, de estabelecer limites e de tomar decisões com confiança, o que acaba por conduzir a uma experiência de maternidade mais feliz e saudável a todos os níveis, além do exemplo que estamos a ser para os nossos filhos.

2 – A relação entre a autoestima e a saúde mental das mães
A nossa autoestima tem um impacto direto na nossa saúde mental enquanto mães. Quando acreditamos em nós próprias e nas nossas capacidades, é mais provável que consigamos lidar com o stress, a ansiedade e os desafios do pós-parto com resiliência.
Por outro lado, a baixa autoestima pode levar a dúvidas, a sentimentos de inadequação e até à depressão. Dar prioridade e cultivar a nossa autoestima pode contribuir significativamente para o nosso bem-estar mental.
Além disso, ela também influencia a nossa saúde física. Quando temos uma autoimagem positiva, é mais provável que nos envolvamos em comportamentos saudáveis como o exercício físico, uma alimentação adequada e os cuidados pessoais. Pelo contrário, uma baixa autoestima pode levar a negligenciar as nossas necessidades físicas, resultando num aumento do stress, cansaço e diminuição geral do bem-estar.
Cuidar da nossa autoestima não tem apenas a ver com a forma como nos sentimos emocionalmente; tem também um grande impacto na nossa vitalidade física.

3 – Nutrir a autoestima: Construir a confiança e a resiliência das mães
Um dos primeiros passos para alimentar a autoestima é reconhecer e lidar com a conversa interna negativa e a autocrítica.
Como mães, somos muitas vezes as nossas próprias críticas mais severas.
É importante desafiar os pensamentos negativos e substituí-los por afirmações positivas. Lembra-te dos teus pontos fortes, das tuas realizações e do amor que dá aos teus filhos. Rodeia-te de pessoas que te apoiam, que te elevam e que celebram o teu percurso como mãe (e não só).
A construção da autoconfiança e da resiliência na maternidade é um processo contínuo.
Envolve a definição de objetivos realistas, a celebração de pequenas vitórias e a adoção de atividades de autocuidado que recarregam o nosso espírito. Rodeia-te de uma comunidade de apoio de outras mães que compreendem os desafios e os triunfos da maternidade. Lembra-te de que estás a fazer um trabalho incrível e que, ao dares prioridade à tua autoestima, estás a dar um exemplo muito positivo aos teus filhos.

4 – A influência da autoestima nos estilos e estratégias parentais
Quando temos uma autoestima saudável, é mais provável que abordemos a parentalidade com mais confiança, paciência e empatia. Confiamos nos nossos instintos e tomamos decisões que estão de acordo com os nossos valores. Por outro lado, uma baixa autoestima pode levar a dúvidas, a compensações excessivas ou mesmo à adoção de estilos parentais demasiado rígidos ou demasiado permissivos.
Alimentar a nossa autoestima tem, decididamente, um impacto positivo no nosso percurso como pais.

5 – Autoestima e a relação mãe-filho: Fomentando laços saudáveis
Quando se trata da conexão entre uma mãe e o seu filho, a autoestima materna desempenha um papel crucial. A crença da mãe no seu próprio valor e capacidades afeta diretamente a sua capacidade de formar uma ligação segura com o filho.
Quando uma mãe tem uma autoestima elevada, é mais provável que preste cuidados carinhosos e receptivos, criando um ambiente seguro e amoroso para que o seu filho se desenvolva.
Por outro lado, uma baixa autoestima pode levar a dúvidas e insegurança, interferindo na disponibilidade emocional da mãe e na sua capacidade de satisfazer as necessidades do filho da melhor forma.

6 – Desafios da autoestima e estratégias para os ultrapassar na maternidade
A maternidade pode trazer vários desafios à autoestima, tais como compararmo-nos com outras mães, sentirmo-nos culpadas por não correspondermos às expectativas e duvidarmos das nossas capacidades.
É importante reconhecermos e enfrentarmos estes desafios de frente.
Ao reconhecermos que nenhuma mãe é perfeita e ao abraçarmos o nosso próprio percurso único, podemos começar a ultrapassar estes obstáculos à autoestima, o que implica praticar a autocompaixão, concentrarmo-nos nos pontos fortes pessoais e procurarmos o apoio de entes queridos ou de recursos profissionais. Reservarmos tempo para cuidarmos de nós mesmas, definirmos expectativas realistas e celebrarmos pequenas vitórias também são estratégias eficazes. Ao cultivarmos uma mentalidade positiva e aceitarmos os altos e baixos da maternidade, podemos criar resiliência e reforçar a nossa autoestima.

Conclusão: Lembra-te de que és mais do que apenas uma mãe
Embora ser mãe seja um papel importante, é essencial lembrarmo-nos de que somos pessoas multifacetados com os nossos próprios sonhos, paixões e identidades.
Nutrir a autoestima implica honrar todos os aspectos de nós mesmas e reservar tempo para o crescimento e as atividades pessoais. Ao reconhecermos o nosso valor para além da maternidade, podemos cultivar um forte sentido de nós próprias e levar uma vida plena, tanto dentro como fora do nosso papel de mãe.
Concluindo, alimentar e dar prioridade à autoestima é essencial para navegarmos na jornada da maternidade com confiança e resiliência. Reconhecendo o impacto da autoestima no bem-estar materno, nos estilos parentais e na relação mãe-filho, podemos trabalhar ativamente no sentido de promovermos uma autoimagem positiva e de aceitar o seu valor. Através de práticas de autocuidado, da abordagem dos desafios da autoestima e da implementação de estratégias eficazes, podemos criar um ambiente estimulante para nós mesmas e para os nossos filhos.

 

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